Vou polemizar logo cedo: já que estamos no assunto “gatos” aqui no blog, eu tava aí pensando nessas pessoas que odeiam gatos. Antes de tudo eu já vou falando que eu gosto de cachorros, ok? Eu inclusive tenho um, pelo qual eu já lutei mais causas do que o Greenpeace pelas baleias. Juro. Mas anyway, daí tem essa gente toda que quando a gente diz que tem gato, logo saem olhando com cara de quem tomou um martelinho de cachaça da pura (aposto que você sabe qual é) e disparam o famoso chavão: “eu não gosto de gatos, gatos são traiçoeiros“. Aí pronto. Já pega no meu calcanharde Aquiles e eu já fico lá por duas semanas e três dias deslanchando o meu discurso “vote gato“.
É engraçado até ouvir os motivos (são sempre os mesmos):
- Pode ser: “ele não vem quando a gente chama“. Evidente que não! Porque ele haveria de vir porque você quer? O nome disso pra mim é vontade própria. Só que o que as pessoas-cachorro querem é submissão. Quando ele quiser vir, ele vem, ora. E isso só prova que eles são inteligentes e não bobalhões. Mas aí as pessoas transferem o desejo frustrado que tem na relação com os humanos para os pobres cãezinhos: “ele sim sempre vem quando eu chamo”. Deal with your own problems.
- Ainda tem o: “não é um bicho carinhoso“. Depois de tudo o que eu falei ali em cima, preciso mesmo defender este ponto? Tá bom. Eu sei que agora eu vou cutucar a onça com vara curta, mas tenho que dizer: Gente, a necessidade não é do cachorro não, é de vocês.
- Ou o: “gatos são interesseiros“. Como qualquer outro animal. O seu cachorro sentado aí ao lado da cadeira enquanto você me lê, tá querendo o quê? Dormir no seu pé porque você é bonitinho? Quando você levantar ele vai se botar de pé em um pulo e esperar: 1. um biscoito 2. um carinho 3. comida. A única diferença é que os gatos não dependem da gente para sua sobrevivência.
- E agora, o melhor: “gato não é confiável“. É. Não. É por isso que é considerado um animal doméstico, né? Jacarés é que são. Deixa eu dizer, quem não é confiável são os humanos. Aqui se aplica bem o “gato escaldado tem medo d’água”. Até o momento de um gato pegar confiança em você, ele vai rosnar sim, vai se esconder sim e talvez possa até atacar sim. Assim como é instintivo de qualquer animal do globo terrestre.
Mas tudo isso foi para dizer que eu AMO as pessoas-gato. Não por terem gato, não. É só uma coisa meio supersticiosa que eu tenho que olho de longe e sei direitinho quando é uma delas. Pessoas-gato geralmente tem um misto de maluquice e introspecção, uma inteligência que o olho brilha, são criativas e independentes, diferentes e interessantes. Facilmente reconhecidas por seus nomes constarem na mesma frase que as palavras: “personalidade forte”. É como se viesse com uma plaquinha: “Aqui se cria, aqui se é”. Adoro.

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