terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A resposta de Eris

Somente paz não é suficiente, a tranquilidade, prosperidade e sucesso não bastam, se num grau elevado ou baixo demais, pois relaxa e inutiliza.
De onde tiramos a importância do Caos. Te põe em prova, obrigando que a evolução aconteça, te obriga a se superar e se tornar ainda melhor.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Espera...


Sabe aqueles dias que já começam dando tudo errado, era um dia desses na vida do Paulo Roberto. Ele já acordou gritando por que seu celular havia descarregado e ele estava atrasado para a faculdade.

-Ai que ódio! Essa porra desse celular... PQP! E você ein mãe, você nem pra acordar a pessoa presta, não notou que eu tava atrasado? Custava dar uma ajuda e me chamar?

Mas eu sabia que se eu fosse acordar ele, ele ia ter uma reação parecida, ou até pior. Mas eu preferi não me importar com as agressões dele, como sempre fazia, e ajeitar um lugar para ele a mesa do café.

-Ai tu jura que eu vou ter tempo de comer não é? Só pode ser piada haha. Me da essa porcaria que eu vo ter que sair correndo.

Ai meu filho, se você soubesse o quanto isso machuca, todos a sua volta estão se afastando de você .
-Cade a porra das chaves da minha moto?

Nesse momento senti que algo estava errado... tentei alcançar as chaves antes dele e impedi-lo de sair, ele estava muito alterado, podia ser perigoso, mas ele era mais ágil que eu, e pegou a chave primeiro.

-Osh, ta doida? Voce já deu a moto pra mim, agora já era, não pode tomar.
-Meu filho, não va de moto hoje, chame um taxi...
-E gastar meu dinheiro? Dinheiro que eu podia usar pra sair, ou até pra botar gasolina na moto?
-Meu filho por favor, me escute, meu coração ta apertado, você esta muito alterado, por favor meu filho va de taxi, eu pago.
-Sai mãe me solta, to atrasado... SAAAI MÃÃÃE!
Naquele instante, me senti impotente diante da brutalidade do meu filho, ele estava muito chateado pelo fato do pai ter ido embora e desde então estava descontando tudo em cima de todos nós, na verdade, só tinha restado eu. Mesmo sofrendo muito com tudo isso, mas ele era meu filho, eu não podia deixa-lo só.
Mas já era tarde demais, ele já estava em cima moto acelerando cada vez mais, enquanto eu so pude fazer mais um ultimo apelo. O ultimo de todos

-Espera...

Na esquina da nossa rua, bem na frente dos meus olhos, vi meu filho engavetar-se com sua moto num carro.
Meus olhos viraram pedra, minhas pernas morreram e eu cai me debatendo de dor no chão. Meu filho!

-MEEU FILHOOOO!!!

Todos na rua correram devido ao barulho do impacto do aço, em instantes a rua estava mais cheia do que nunca esteve, varias pessoas faziam um circulo ao redor do acidente e algumas tentavam me levantar enquanto minha carne doía, meus olhos sangravam e meu coração dava nós.
Consegui me equilibrar, e nesse momento corri ao encontro do meu filho, ele era meu filho, não importava o quanto as pessoas dissessem “Não deixe ela passar, não deixem!” eu passava por cima de todos.
Esperei por ele, concebi-o, cuidei dele dentro de mim por 9 meses, o amei, o vi crescer, conquistar seus objetivos, sofri junto com ele suas decepções... Ele não podia ter morrido, ELE NÃO PODIA.
Quando cheguei la, meu coração parecia uma explosão, mas não adiantava mais... Eu enlouqueci.

JoãoLira

Continua...


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Peacock

Nunca havia me imaginado como alguém tão cruel, sempre soube que pessoas assim eram reais, tinha até muitos amigos assim, mas eu nunca parei pra pensar como seria, nunca me imaginei assim.
Quando ela me disse que eu era mau, lembrei-me de uma senhora, certa vez na rua, me abordara simplesmente para dizer: - você é uma pessoa ruim.
E eu, como se fosse a coisa mais natural do mundo, a lancei um ar superior e disse: -você nem imagina o quanto.
 Ate que comecei a notar, que a medida que eu aceitava essa característica as coisas começavam a mudar, haviam coisas demais, até a mais. Coisas novas, mas o que mais me chamou atenção foi um grande pavão de cores extremamente fortes e profundas.

 Era como se ele me rondasse, querendo que eu o visse, mas se deixando intocável. Sempre que o via podia sentir sua aura misteriosa, vindo de encontro com a minha, me tornando algo maior, algo como, um assassino misterioso, ou como um querido amigo gosta de me chamar, o maníaco do parque.
 Sempre que o via ele estava terminando de passar. Sentia uma vontade enorme de correr atrás dele, mas sabia que era inútil, ele não estaria mais lá. Então só me restava o respeitar, admirar, de longe, um pássaro azul marinho, verde mistério, branco paz. Quase o arco-íris

 Ate que um dia, um dia raro, decidi me mostrar ao astro rei. E enquanto meditava na segurança do colo da mãe ele se apresentou a mim. Veio majestosamente do nada, por trás do tronco do que um dia foi uma mangueira frondosa e frutífera, me olhando com seus olhos negros delineados por uma mascara branca. Abriu-se em seu esplendor e disse:
- Somos um. Possuímos o semblante dos anjos, porem também a voz do diabo e o passo dos ladrões. Aprendemos com as decepções a importância das diferenças. Podemos não possuir a fala mais bela, o voo mais alto e rápido, mas somos os mais majestosos dos pássaros. 
 Então nesse momento estávamos lá. E éramos um, quer dizer, éramos sendo distintos, um ao lado do outro.
Não, nós éramos um.

Om hemoligom ie mou quotade Ptolomeu César.
João Lira


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

04/01/2012

 Então eu acordei, com uma lagrima em cada olho, e lembrei-me do que havia lido ontem, sobre as cartas do tarô, de quem era aquele numero.  As enxuguei e levantei, mas ainda permaneci no leito, me lembrando de cada detalhe do que aconteceu.
 Até que vi o chaveiro nas chaves do quarto, onde se lia: Honra ao mérito. Então eu pensei: - Hein?! Mérito de quem?
Só então percebi...

 Era o 4° dia de janeiro de 2012, deveria fazer uns quatro meses que nos conhecíamos, ou pelo menos que eu conhecia. Sempre fui muito supersticioso com números, duas lagrimas do dia 4, e quando eu liguei a televisão, deixada ontem a noite no modo vídeo, ela estava chiando, no canal 44. Isso para mim foi um espanto, literalmente, só eu mexi naquela televisão, como era possível?
 Mas logo me recompus e lembrei que naquela hora da madrugada, nada era impossível.

 Virei-me, e olhei para o lado da janela, sem olhar para o mundo a fora, nem muito menos para a própria janela. Enquanto ouvia vindo do ar a minha volta, uma velha amiga. Uma melodia predileta. Que sempre estivera comigo em momentos tristes, provando sua amizade nesse momento que ainda não sabia distinguir qual era.

 Fitava o vazio, o pó, enquanto aquela velha amiga me embalava em sua canção de ninar. Eu ainda podia sentir o que primeiramente foi um sonho mudo, agora tomando, o som. E que som bom, enquanto repetia junto, em sussurros, baby I have no suprised that I got a lost, in your brown eyes.

 O Sol já havia realizado sua entrada gloriosa, com seu coro magnífico de pássaros anunciando sua chegada, e seu calor, inconfundível. Clarão que me confundia os sentidos e ardia a pele. Renovador.

 Queria muito ler meu horoscopo de hoje, mas eu me fiz o conveniente favor de ultrapassar o limite da franquia, e só seria possível lê-lo na sexta feira.
Eu não ia lê-lo, aprendi que deixar tudo nas mãos do “destino” é uma atitude covarde, e até muito preguiçosa.
 Quem deixa tudo na mão do destino é uma pessoa preguiçosa e incompetente consigo mesma, que ao invés de perseguir seus objetivos, nada fazem, simplesmente sentam, leem o horoscopo, e esperam que as coisas aconteçam.

 E eu não sou assim, muito menos depois da noite passada.

Você tem que merecer.
Enquanto a temperatura esquentava ainda mais, eu pensava. Como é que eu podia ter me confundido de novo? Já havia perdido as contas. E tenho 17 anos, quase 7, mas eu não posso negar nada que eu sentir, por mais que por ventura eu venha a negar algo, nunca para mim mesmo.

 Meus lábios ainda doíam. Minha pele e meus cabelos ainda estavam arrepiados, e meus olhos ainda fitavam o vazio. Não podia continuar inerte. Mesmo sendo tão difícil me levantar dali era preciso. Reuni todas as minhas forças, desde o momento em que nasci das risadas da infância, das incertezas de hoje, e transformei aquele momento em uma bolinha de energia meio branca, meio lilás, uma ametista. E levantei.

 Precisava tomar um banho, enquanto meditava tentando ter mais paciência. Era preciso.

Ao sair da minha cúpula, que devia ser particular, já escutava os gritos dos meus pais, brigando pelo mesmo assunto de anos atrás, algo sobre uns livros velhos em braile que meu pai tinha e minha mãe sem saber que ele ainda os queria havia mandado a empregada jogar fora.

 Era impressionante como eles conseguiam brigar pelas mesmas coisas todos os dias, será que eles não viam o quanto aquilo além de ridículo era autodestrutivo, desgastante? Como se não bastasse, o infeliz do pedreiro para variar com seu radio ligado, eu não aguentava mais aquilo, meus pais gritando e um projeto de mulher com voz fanha no radio cantando as magoas da sua vida miserável.
 Por isso que era preciso paciência, tinha que ter foco, estudar, passar para medicina veterinária, e ir morar em areia, bem longe de tudo isso, ser uma espécie de visita de casa, pra ver se assim as coisas se tornavam mais leves.

 Estou cansado de reclamar de tudo, precisava tomar uma atitude. Eu possuía um projeto antigo, mas por minha falta de paciência, evidente falta de paciência, nunca havia o posto em prática.
 Devia me comportar da melhor forma possível, como se vivesse em um ambiente normal, quem sabe assim as coisas não se ajeitassem. E era o que faria.

  Pois eu havia ganhado meu troféu de honra ao mérito por um motivo. Pelo meu mérito, acredito que cada um escolhe quem quer ser, porem nem todos tem a maturidade de fazer as escolhas certas, por isso se tem tantas mazelas por ai.
 Seria meu mérito. Desde aquele momento, inflexível, não havia escapatória. Vesti-me, e segui pela sombra.
 Antes de sair, lembrei-me das duas lagrimas. Cada lagrima derramada por dor, que escorre pelo meu rosto flui como uma pedra. As lagrimas derramadas fluíram naturalmente. Lagrimas de pureza alegria e paz. Lagrimas de amor.



JoãoLira

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012

Que 2012 possa chegar com tudo, de amor, alegria, saúde, paz, sucesso e muito amor...
Que 2012 chegue cheio de presentes inestimáveis, que só aumentam ainda mais a bondade ao redor das coisas.
         Que seja um ano a mais em grandes e duradouras amizades, mesmo as que não estão mais ao nosso lado, mas estão sempre conosco, que possamos ter em mente que nunca estaremos separados se realmente nos amarmos... Por mais que faça taanto tempo
            Um ano em que possamos nos reconciliar, e nos dar bem cada vez mais com os outros e suas diferenças, pois são elas que nos mantem um. Um 2012 de fotos em que ninguém quer tirar, e só um faz força pra sorrir kkk 
               Um ano que mesmo que der tudo errado, todo mundo sempre sai sorrindo e tenta de novo... de perseverança, luta, garra e força de vontade, de nunca desistir de seus objetivos.
               Um ano cheio de fashions weeks hahaha que na verdade ninguém ta nem ai se ta arrumado ou não, só o fato de ESTAR já é o mais importante


                       Um ano de muita cachorrada, onde cada um é uma peça diferente de quebra -cabeça, cada um com seu valor. Mais um ano que não se importem tanto com as regras, e consigam sorrir em qualquer situação.   
                        Um ano em pro da magreza mundial hahahahahahahahaha e dos trombadinhas cheiradores de cola, né Mariana? hahahaha xD
                Mais um ano para aprender que não precisa ter vergonha de besteiras... Sejamos práticos, falemos o que sentirmos, duros na queda, e sempre saber que nossas lagrimas são valiosíssimas, então lagrimas só de alegria.
                    Mais um ano apto a intercambio de pioolhoss... kk
                     E de fotos sem noção com aquele amigo super foda que você gosta muito, só pra lembrar depois o quanto vocês eram lesos, mas mesmo assim era ótimo quando tava todo mundo junto.

                     Que 2012 chegue brilhando de glorias para todos.

Um Feliz 2012.

                                                                                                                    JoãoLira